São Carlos terá a Marcha das Vadias no próximo sábado, 26 | TADASHI HP

São Carlos terá a Marcha das Vadias no próximo sábado, 26

No próximo sábado, 26, São Carlos realizará a Marcha das Vadias com a expectativa de atrair pelo menos 700 pessoas para o evento. A concentração será na Praça Santa Cruz, às 9 horas, sendo que a marcha irá até o Mercado Municipal na Praça Cida Resitano.

A passeata tem por objetivo pregar a liberdade de escolha das mulheres não somente no que diz respeito as roupas, mas em todos os aspectos possíveis. As mulheres que participaram da marcha em outras localidades vestiram roupas provocativas. Em São Carlos, a idéia de organizar a marcha surgiu da Frente Feminista de São Carlos que é composta por estudantes de graduação e pós da UFSCar e da USP, do DCE, Caaso e da ONG Visibilidade LGBT. O evento está sendo amplamente divulgado na mídia.

A Marcha das Vadias iniciou-se em 3 de abril de 2011 em Toronto no Canadá e desde então tornou-se um movimento internacional realizado por diversas pessoas em todo o mundo. A Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro pediram isso devido as suas vestimentas. ·As mulheres durante a marcha usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto alto ou apenas o sutiã.

Um evento da Marcha das Vadias em Alberta

Em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual em mulheres na Universidade de Toronto. Depois disso o policial Michael Sanguinetti fez uma observação para que “as mulheres evitassem se vestirem como prostitutas, para não serem vítimas”. O primeiro protesto levou 3000 pessoas às ruas de Toronto.

A marcha já ocorreu em Toronto, Los Angeles e Chicago, Buenos Aires e Amsterdã,dentre outros lugares. No Brasil em São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Pelotas entre outras.

A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo em 4 de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez. Após o anúncio do evento com a criação de uma página no Facebook, mais de 6000 pessoas confirmaram presença. No entanto, diferentemente das versões em outros países, somente cerca de 300 pessoas compareceram, de acordo com a contagem da Polícia Militar. ·Neste mesmo ano iniciou-se a manifestação no Recife e Brasília. De acordo com a antropóloga Julia Zamboni, o movimento é feito por feministas que buscam a igualdade de gênero. “Ser chamada de vadia é uma condição machista. Os homens dizem que a gente é vadia quando dizemos ‘sim’ para eles e também quando dizemos ‘não’”, afirmou. “A gente é vadia porque a gente é livre”, destacou. ·No Brasil, a marcha também chama atenção para o número de estupros ocorridos no país. Por ano, cerca de 15 mil mulheres são estupradas. (texto do Wikipédia)

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